Caros leitores e leitoras.

sábado, 15 de abril de 2017

IBGE seleciona doze jornalistas e outros comunicadores para o Censo Agropecuário

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no Diário Oficial da União da segunda-feira, 10 de abril, o edital de processo seletivo (Processo seletivo IBGE 2017) para os cargos de Analista e Agente Censitário. De acordo com o documento, são doze vagas para jornalistas, duas para Produção Gráfica – Editorial (2 vagas), e doze vagas para Programação Visual – Webdesign. O salário será de R$ 4.000,00. distribuídas em diversas especialidades com requisito de nível médio e superior.

Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuação no Censo Agropecuário ainda em 2017. Do quantitativo de vagas oferecidas, 20% serão reservadas aos negros/pardos e 5% aos portadores de necessidades especiais.

Além dos salários citados, os candidatos terão direito a auxílio-alimentação, transporte, férias e 13º salário. A jornada de trabalho será de 40 horas por semana. Os contratados podem ser assinados por até 13 (treze) meses de duração.

Inscrição 

Os interessados em concorrer a uma das vagas no processo seletivo IBGE 2017 poderão se inscrever entre 14 horas do dia 10 de abril às 23 horas e 59 minutos do dia 09 de maio de 2017, no endereço eletrônico oficial da organizadora – FGV . A taxa de inscrição custará entre R$ 27,00 e R$ 78,00.

Avaliações

Após o término das inscrições, os candidatos serão avaliados por provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, a serem aplicadas no dia 02 de julho de 2017, turno da tarde (13h às 17 horas). Os locais de provas serão informados no dia 26 de junho.

A prova objetiva será composta por 50 (cinquenta) questões de múltipla escolha, numeradas sequencialmente, com 05 (cinco) alternativas e apenas uma resposta correta. Os gabaritos oficiais preliminares serão divulgados no dia 04 de julho, enquanto o definitivo sairá no dia 26 do mesmo mês, no site já citado.

Para mais informações e acessar o edital completo, clique aqui.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Governo usa verba de publicidade para aprovar reforma da Previdência

"Os veículos de comunicação que aderirem à campanha a favor do projeto terão direito à publicidade federal"


A denúncia é do jornal o Estado de São Paulo. A verba da propaganda federal, que deveria ser usada com critérios técnicos e republicanos, será dividida apenas com aqueles que falam bem das ações do governo Temer.
Num período que os meios de comunicação atravessam dificuldades financeiras, principalmente os pequenos, a medida tem como objetivo usar a força do dinheiro para construir uma imagem positiva. Um dos focos prioritários são os locutores e apresentadores de rádio, em especial no interior.
O Planalto quer que esses comunicadores optem por um discurso simpático ao governo que vem reduzindo verbas sociais, quer retirar os direitos trabalhistas e ainda reformular a previdência social de forma a inviabilizar as aposentadorias.


Veja abaixo o que disse o Estadão:

"A ofensiva do governo para atrair apoio à reforma da Previdência passa agora pela distribuição das verbas federais de publicidade, principalmente em rádios e TVs. A estratégia do Palácio do Planalto para afastar as resistências à reforma é fazer com que locutores e apresentadores populares, principalmente no Nordeste, expliquem as mudanças sob um ponto de vista positivo. Os veículos de comunicação que aderirem à campanha terão direito à publicidade federal.
Com esse roteiro, o Planalto mostra que, além da concessão de cargos e emendas parlamentares, a propaganda também virou moeda de troca em busca da aprovação da reforma no Congresso. Os responsáveis pela indicação da mídia que receberá a verba publicitária são justamente deputados e senadores.
De olho na eleição de 2018, os parlamentares sabem que, ao conseguir recursos para rádios, TVs e até jornais do interior, ganham espaço para aparecer nesses meios de comunicação. O combinado é que, sendo contemplados, votem a favor das alterações na aposentadoria.
O plano para conquistar emissoras de grande audiência, na tentativa de virar o jogo, foi definido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Nas palavras de um auxiliar do presidente Michel Temer, a tática "mata dois coelhos com uma só cajadada". Coube ao líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), receber os pedidos dos parlamentares.
Na prática, o governo intensificou as articulações políticas para enfrentar o desgaste que vem sofrendo desde o envio da proposta de reforma à Câmara. Pesquisas mostram que, nos últimos meses, a popularidade de Temer caiu ainda mais, desabando em regiões onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito campanha, como o Nordeste.
Até ontem, o Placar da Previdência feito pelo Estado indicava que, dos 513 deputados, 273 eram contra as mudanças e 100 a favor. Mesmo entre os que defendiam alterações na concessão dos benefícios, porém, 85 faziam ressalvas à proposta do  governo. Para que a reforma seja aprovada são necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em duas votações.
Além dessa estratégia, o governo também vai por no ar novas propagandas para esclarecer dúvidas a respeito da reforma. Sob o slogan "Previdência. Reformar hoje para garantir o amanhã", as peças tentarão consertar o que os assessores de Temer definem como "erros" de comunicação.
Um dos vídeos dirá, por exemplo, que as pessoas não precisam contribuir com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante 49 anos para deixarem de trabalhar. A aposentadoria proporcional é paga a partir de 25 anos de contribuição."

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Jornais: Semanário Brasíia Capital ganha Prêmio Referência Nacional de 2017

O jornal Brasília Capital recebeu o Prêmio Referência Nacional de 2017. A publicação tem versão on-line e impressa, com dez mil exemplares distribuídos gratuitamente.
A comenda foi entregue na segunda-feira (3), em cerimônia no teatro do Hotel Royal Tulip, na presença de mais de 400 pessoas, entre convidados e agraciados. A honraria é entregue desde 2007 a empreendedores pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação (ANCEC).
A indicação é feita por empresários, autoridades, advogados, artistas, esportistas, jornalistas através da Ordem do Clube do Empreendedor, nas categorias Ordem do Mérito do Jornalismo e do Esporte Mário Filho, Ordem da Música Renato Russo e Ordem do Mérito da Arte e da Cultura Nelson Rodrigues em todo o território nacional.
A ANCEC avalia critérios como: atendimento, serviços/produtos, divulgação da imagem, prêmio e certificações conquistadas. ações culturais e sociais. mídias sociais e reclamações. Essa foi a 10ª edição do Prêmio e o Brasília Capital foi indicado ao lado de grandes marcas como Cerpa Cervejaria, Correios, Caixa Econômica Federal, TV Record, Revista Caras, dentre outras.
A premiação ocorreu na mesma semana em que o Brasília Capital completou sete anos, atingindo a marca de 305 edições impressas semanais ininterruptas. A premiação foi entregue ao editor-chefe Orlando Pontes (foto).

sexta-feira, 17 de março de 2017

Propaganda:Justiça suspende campanha do governo sobre reforma da Previdência

Do Patria Latina

A juíza federal Marciane Bonzanini suspendeu liminarmente todos os anúncios da campanha do governo federal sobre a reforma da Previdência. A magistrada atendeu a uma ação civil pública protocolada por uma série de sindicatos do Rio Grande do Sul. Para as entidades, além de não informar sobre os direitos previdenciários e as mudanças propostas, o material publicitário ainda se vale do desconhecimento da população e faz propaganda enganosa, amparada em dados questionados por especialistas.
Segundo os autores da ação, desde que enviou o projeto de reforma ao Congresso, o governo iniciou uma ampla campanha publicitária, veiculando mensagens “alarmistas” com o objetivo de propagar a ideia de que a Previdência Social brasileira é economicamente inviável, de que haveria um “rombo crescente” e um deficit intransponível e de que a proposta de emenda constitucional seria a única forma de viabilizar a manutenção dos direitos previdenciários, buscando, desta forma, apoio popular ao projeto.
De acordo com os sindicatos, a versão contida na campanha publicitária é alvo de questionamentos por especialistas na área da Seguridade Social, associações de classe e pesquisadores, os quais criticam as metodologias de cálculo empregadas pelo governo, que resultam em números negativos, e sustentam que existe a construção de um discurso do deficit a partir da desconsideração de receitas e da inclusão de despesas estranhas à proteção social no balanço da Previdência Social.
“Diante de uma relevante controvérsia científica sobre fórmula de cálculos e de interpretação acerca dos elementos que compõem receita e despesas da Seguridade Social, que levam a conclusões opostas sobre a situação financeira da Previdência Social, o governo federal, ao invés de promover o debate, a informação e a orientação social sobre os direitos previdenciários e sobre as possíveis mudanças no sistema de proteção social, com a intenção de ver implantada a reforma que julga necessária, promove uma narrativa do caos, valendo-se da desinformação das pessoas sobre as fontes de custeio e regras de gestão, incutindo medo e incertezas na população”, dizem.
Publicidade do partido no poder, com recursos públicos
Na sua decisão, a juíza afirma que, em todo o material da campanha analisado, verifica-se que não se trata de publicidade de atos, programas, obras, serviços ou campanhas dos órgãos públicos, com caráter educativo, informativo ou de orientação social, como permite o art. 37, § 1º, da CRFB.
“Trata-se de publicidade de programa de reformas que o partido político que ocupa o poder no governo federal pretende ver concretizadas. Ou seja, não há normas aprovadas que devam ser explicadas para a população; não há programa de governo que esteja amparado em legislação e atos normativos vigentes. Há a intenção do partido que detém o poder no Executivo federal de reformar o sistema previdenciário e que, para angariar apoio às medidas propostas, desenvolve campanha publicitária financiada por recursos públicos”, escreve.
Para a magistrada, sem adentrar na análise dos diferentes entendimentos acerca do tema e das afirmações utilizadas nos anúncios, a campanha publicitária poderia ser realizada por um partido político para divulgar posicionamento favorável à reforma, “desde que não utilizasse recursos públicos”.
Na sua decisão, ela alega que os movimentos e objetivos campanha, financiada por recursos públicos, prendem-se à mensagem de que, se a proposta feita pelo partido político que detém o poder no Executivo federal não for aprovada, os benefícios que compõem o regime previdenciário podem acabar. “Diante dessa situação, entendo que fica configurado uso inadequado de recursos públicos na campanha publicitária encomendada pelo Poder Executivo federal, não legitimado pelo art. 37, § 1º, da CRFB, configurando desvio de poder que leva à sua ilegalidade.”

Leia também:

Danos a princípio democrático

Conforme despacho da juíza, a campanha publicitária desenvolvida, utilizando recursos públicos, faz com que o próprio princípio democrático reste abalado, “pois traz consigo a mensagem à população de que a proposta de reforma da Previdência não pode ser rejeitada e de que nenhuma modificação ou aperfeiçoamento possa ser feito no âmbito do Poder Legislativo, cabendo apenas o chancelamento das medidas apresentadas”.
“O debate político dessas ideias deve ser feito no Poder Legislativo, cabendo às partes sustentarem suas posições e construírem as soluções adequadas do ponto de vista constitucional e democrático. O que parece destoar das regras democráticas é que uma das partes envolvidas no debate político busque reforçar suas posições e enfraquecer argumentos diferentes mediante campanha publicitária utilizando recursos públicos”, completa.

A juíza decidiu, então, suspender, em todo o território nacional, os anúncios da campanha do Poder Executivo federal sobre a reforma da Previdência nas diversas mídias e suportes em que vêm sendo publicadas as ações de comunicação – televisão, rádios, publicações impressas, rede mundial de computadores, outdoors e indoors instalados em aeroportos, estações rodoviárias e em quaisquer outros locais públicos –, sob pena de multa diária de R$100.000,00 em caso de descumprimento.

domingo, 12 de março de 2017

Dos gabinetes aos grotões, a arte de fazer Jornalismo.

Como setorista do Planalto, Lima Rodrigues cobriu visitas presidenciais ao exterior, como a da foto, no encontro de FHC e George Bush. Hoje, se especializou no jornalismo rural.
Do Salão Verde do Congresso Nacional aos confins da Amazônia, o repórter Lima Rodrigues, que também foi redator dos programas humorísticos de Chico Anísio, mostra na prática que é possível se destacar no jornalismo nacional sem estar nas grandes capitais. Também há notícia nos grotões do Brasil e falta gente para cobri-las.
Após vasta experiência de cobertura política em Brasília, o jornalista Lima Rodrigues, 57, resolveu mudar de cidade e de área e foi para o Pará, onde produz e apresenta há mais de cinco anos o programa independente Conexão Rural na RBATV, Band, canal 30, em Parauapebas, no sudeste do Estado, considerada a capital do minério. O programa é sucesso de audiência. Uma prova disso é que ele recebeu o título de “Jornalista do Ano” em abril de 2013, referente ao ano de 2012.
Com essa bagagem, Lima Rodrigues é convidado agora para falar de sua trajetória a jornalistas Brasil afora. Na agenda desse mês de março está o Road-Show para Jornalistas 2017, que acontece nesse mês de março em diferentes cidades dos Estados de Minas Gerais e São Paulo.  
Natural de Marabá (PA), Lima Rodrigues - que também é poeta cordelista e já escreveu em literatura de cordel as biografias de várias personalidades, incluindo os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff; Luiz Gonzaga, Dominguinhos; entre outras - atuou em Brasília por mais de 30 anos, na antiga Radiobrás, hoje Empresa Brasil de Comunicação e foi correspondente em Brasília de outras emissoras, incluindo as rádios Bandeirantes e Eldorado, de São Paulo.
Seu campo de atuação foi Palácio do Planalto e Congresso Nacional, além de ministérios, como o da Agricultura, além de atuar na comunicação institucional de órgãos públicos, como o Superior Tribunal de Justiça, onde exerceu o cargo de diretor do Núcleo de Rádio.
 “Cobri os principais fatos políticos em Brasília, começando pela campanha das Diretas Já para presidente da República em 1984; a disputa interna dentro do PDS entre Paulo Maluf e Mário Andreazza, a escolha de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral para ser o primeiro presidente civil, após o regime militar; a doença e a morte de Tancredo; a posse do presidente José Sarney; a Assembleia Nacional Constituinte, as CPIs do Congresso, entre elas a do PC, o impeachment de Fernando Collor, enfim, fiz cobertura jornalística no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto do governo Sarney até o governo Lula, incluindo viagens por todo o Brasil e dez viagens ao exterior e em 2010 trabalhei no Comitê Oficial da então candidata Dilma Rousseff”, disse ele, que em 1993/1994 presidiu o Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados. Apesar de todo esse currículo, Lima Rodrigues diz que cometeu erros em Brasília “ao pedir demissão de bons empregos na hora errada”.
Em fevereiro de 2011, resolveu ir para Imperatriz (MA). “Aí fui fazer um trabalho para a Cooperativa de Garimpeiros de Serra Pelada lá em Curionópolis e em Serra Pelada, no Pará, e acabei ficando por lá. Primeiro, colaborei com blogs e jornais locais e uma emissora de rádio e depois, em 18 de dezembro de 2011, resolvi colocar no ar, na Rede TV em Parauapebas o programa Conexão Rural. 

Terno e gravata
“Gostava de andar de terno e gravata no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, cujas dependências comecei a frequentar a partir da década de 1980, mas há mais de cinco anos só ando de calça jeans, camisa comum e de botinas. Minha redação é no campo, percorrendo as fazendas do sul e sudeste do Pará, de domingo a domingo. Amo o que faço e adoro o mundo rural”, destacou Lima Rodrigues.
O programa foi ganhando força e em novembro de 2012 fui para a  TV Bandeirantes, a RBATV,  e logo passei a viver e a me dedicar só ao Conexão Rural, no qual todo domingo às 9h, apresento as notícias do agronegócio, da agricultura familiar, do meio-ambiente, da cultura popular e abro espaço para os cantores regionais, incluindo a música sertaneja, a MPB e o forró pé de serra”, explica ele.
Com a experiência do Conexão Rural, Lima Rodrigues ganhou projeção e hoje é o único profissional da Região Norte convidado para falar num Road Show a jornalistas de agronegócio e economia das redações do Sul e Sudeste do Brasil. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Curso a distância de audiodescrição conquista profissionais

Audiodescrição é a uma faixa narrativa adicional para os cegos e deficientes visuais consumidores de meios de comunicação visual, onde se incluem a televisão e o cinema, a dança, a ópera e as artes visuais.

Da Ascom Unesp

Os professores especialistas e tutores do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Universidade Estadual Paulista (Unesp)  comemoram os resultados  do primeiro curso a distância de audiodescrição, técnica que descreve imagens estáticas e audiovisuais para pessoas cegas, garantindo o seu acesso à educação, cultura e informação.   No ano passado,  380 pessoas inscreveram-se em três turmas do curso “Princípios e Técnicas da Audiodescrição: Aplicabilidade em Contextos Culturais e Educacionais”, sendo que duas turmas já o concluíram.  “Mais do que números, celebramos o engajamento dos cursistas, a expansão dos seus horizontes profissionais e a revelação de novos talentos”, esclarece a professora Ana Julia Perrotti-Garcia, autora do curso, tradutora e audiodescritora.

A pesquisadora paulistana Isabel Gasparri, 37 anos, graduada e pós-graduada em Letras, está envolvida na promoção da acessibilidade por meio da audiodescrição. Ao terminar o curso, ela criou um canal no YouTube para divulgar seus trabalhos e ampliar o conteúdo audiodescrito para pessoas com deficiência visual. A primeira audiodescrição disponibilizada por Gasparri foi a do vídeo “Vamos Jogar?”, referente à campanha de mesmo nome da Unicef e da prefeitura do Rio de Janeiro com o objetivo de  impulsionar a prática segura e inclusiva de esporte por meninos, meninas e adolescentes da América Latina e do Caribe.  “Eu escolhi esse vídeo pela importância do tema. Diversos estudos indicam que brincar é fundamental para o desenvolvimento das crianças, mas muitas delas, infelizmente, ainda têm tal direito negado”, explica. “Além disso, pessoas cegas são protagonistas e podem ter interesse no engajamento em campanhas com temáticas diversas”, completa. Com esse pensamento, a pesquisadora também fez a audiodescrição de imagens estáticas do site Salvo Vidas, que incentiva a doação de sangue.

Além dessas ações, Gasparri  inscreveu um trabalho no festival de filmes com acessibilidade comunicacional Ver Ouvindo, que acontecerá em abril, em Recife, e incluirá uma mostra competitiva de curtas nacionais com audiodescrição. Esta foi uma atividade realizada em conjunto com outra ex-cursista, Milena Schneid Eich, 39 anos, professora das línguas portuguesa e inglesa, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. “Pensei que seria uma boa oportunidade para trabalhar colaborativamente e fazer parcerias”, conta Eich, que escolheu, para participar desse concurso, audiodescrever o curta-metragem A Fuga do Silêncio, baseado em um conto da escritora argentina Samanta Schweblin e produzido por alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul.

“O trabalho fluiu e o resultado nos deixou muito satisfeitas. Ficamos felizes por colocar em prática o que aprendemos até agora”, destaca Eich, ressaltando a importância de outros dois parceiros: Uilian Donizete Vigentim, assessor em acessibilidade do NEaD/Unesp e Manoel Neto,  que possui um estúdio de gravação em Caxias do Sul e auxiliou na mixagem do som.  “O Uilian foi nosso consultor e nos deu preciosas dicas do ponto de vista de quem consome o produto audiodescrito. Enfim, posso dizer que foi um trabalho a oito mãos”. No próximo dia 7 de março, a organização do festival irá divulgar a lista dos selecionados para a mostra.

Para o futuro, ambas fazem planos de profissionalização. “Decidi estudar audiodescrição devido à relevância social da atividade e por conta da proximidade com minha área de formação. Agora, finalizado o curso, estou apaixonada pela atividade e quero atuar profissionalmente”, afirma Gasparri, que gostaria de elaborar a audiodescrição de filmes mudos.  Eich, por sua vez, pretende trabalhar como roteirista e difundir a técnica na região da Serra Gaúcha. “Meu interesse inicial era o de melhorar minha prática em sala de aula, mas fui completamente conquistada e também quero dedicar-me profissionalmente”, diz.

Elas salientam que o curso da Unesp proporcionou-lhes um aprendizado contextualizado. “Aprendi de forma aplicada, o que foi muito mais significativo”, frisa Eich. “O fato de o curso associar teoria e prática foi fundamental para que eu pudesse desenvolver minhas próprias audiodescrições com segurança e qualidade”, garante Gasparri. As duas intencionam continuar os estudos, com cursos avançados e em áreas específicas.  “Diferentemente do que se possa pensar, a técnica não é algo simples, demandando sólido conhecimento teórico, pesquisas sobre assuntos diversos e a prática da alteridade”, conclui Gasparri. 

Devido aos resultados positivos e ao interesse demonstrado pelos cursistas em continuar a formação na área, O NEaD/Unesp ofertará, no segundo semestre de 2017, novos cursos sobre audiodescrição.  Cadastre-se para receber informações:  https://goo.gl/JKwibY

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Semanário Brasília Capital chega a 300ª edição

     
Em meio a crise que alcança a imprensa em todo o Brasil, Em Brasília, na semana de 25 de fevereiro a 3 de março, em pleno Carnaval, circulou a edição de número 300 do jornal Brasília Capital. O feito marca sete anos de circulação desse semanário de distribuição gratuita e também disponível na internet.

O primeiro número do tablóide foi às ruas no início de abril de 2010. A proposta inicial era fazer uma cobertura das cidades de Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires e Riacho Fundo.
Com o passar do tempo, e influenciado pelas experiências profissionais do editor Orlando Pontes, o periódico ganhou força e vem se firmando como um dos mais influentes semanários na cobertura da política do Distrito Federal, preenchendo inclusive uma lacuna temática deixada pela chamada grande imprensa.

A equipe conta com cinco jornalistas, duas estagiárias e três funcionários na parte burocrática. E conta com diversos colaboradores, que atuam como colunistas. O plantel além de fazer o semanário tem a missão de acompanhar o noticiário local, atualizando diariamente o portal e focada na produção semanal da versão impressa, que além das cidades anteriormente citadas passou a ser distribuída também no Plano Piloto, Lagos Sul e Norte, Sudoeste, Noroeste, Octogonal e cidades do Entorno e de Minas Gerais.

“É um grande desafio editar e manter uma publicação de linha independente. Mas, graças a uma gama de colaboradores e à confiança de nossos leitores e anunciantes, temos conseguido sobreviver num mercado cada vez mais concorrido”, diz o jornalista Orlando Pontes.